
Em mais uma evidência das agruras das empresas de distribuição de insumos, a maior rede de revendas agrícolas do País está deixando o maior estado produtor de grãos.
Depois de conseguir aprovar uma renegociação de R$ 2,5 bilhões em dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, a Lavoro deflagrou mais uma rodada de otimização do parque de lojas.
Nesse processo, a rede controlada pelo Pátria fechou as lojas que ainda possuía em Mato Grosso, além de desativar lojas nos estados de Rondônia e Tocantins, apurou The AgriBiz. Procurada, a Lavoro não comentou.
A saída de Mato Grosso é um movimento com lógica econômica. Entre os principais estados agrícolas do País, é onde a competição na área de distribuição de insumos é mais delicada.
Ainda não está claro quantas lojas foram fechadas em todo o país, mas a Lavoro informava em seu site que possuía cinco lojas em Mato Grosso (Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Sinop e Sorriso), três em Rondônia (Ariquemes, Vilhena e Cerejeiras) e pelo menos quatro em Tocantins (Araguaína, Guaraí, Gurupi e Palmas).
Listada na Nasdaq, a Lavoro está avaliada em apenas US$ 122 milhões, um fração do que a companhia valia quando fez listagem na bolsa americana por meio de uma SPAC. Desde então, os papéis caíram quase 90%.