
A saída de Sebastián Popik da Agrogalaxy não é uma debandada qualquer. Por trás das renúncias recém-divulgadas pela rede de revendas está a saída do Aqua Capital do controle da companhia.
A firma de private equity do investidor argentino fechou um acordo para ceder a gestão (e o controle de fato) para a Tauá Partners, apurou The AgriBiz.
Ainda que o Aqua permaneça com as ações da Agrogalaxy, ao menos em um primeiro momento, as responsabilidades e os eventuais lucros de uma recuperação da rede de revendas serão da Tauá, firma especializada em ativos estressados (distressed).
Marcos de Carvalho Ramos, o novo diretor administrativo da Agrogalaxy, é um executivo ligado à Tauá, apurou a reportagem.
No Aqua, a parceria com a Tauá se tornou uma forma de se afastar de casos problemáticos, deixando esses ativos com executivos mais acostumados a reestruturações.
Há dois meses, o Aqua fez um movimento semelhante com a VetBR, varejista de insumos veterinários. No fim de 2025, a Tauá assumiu o controle do negócio.
A atuação da Tauá nesse tipo de solução é pública. Em agosto, André Berenguer, sócio da firma de investimentos, destacou o papel de fundos especializados na gestão de empresas em dificuldades financeiras.
“Eses agentes, antes vistos apenas como “barrigas de aluguel” para dívidas problemáticas, estão assumindo protagonismo no processo de reestruturação e recuperação de empresas”, escreveu Berenguer em um artigo no Pipeline.
No mercado, a Tauá ficou conhecida por liderar o investimento na SAF da Portuguesa, em uma sociedade com a XP e a Reeve (firma ligada à Reag).
Procurado, o Aqua Capital não se manifestou até a publicação desta reportagem.