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Vendida à Bahia Etanol, Salto Botelho captou R$ 200 milhões em CRAs

Amerra controlava a Salto Botelho desde 2022, quando ganhou o leilão da usina de Lucélia, que estava em recuperação judicial

Recém vendida à Bahia Etanol, a usina sucroalcooleira Salto Botelho Agroenergia levantou cerca de R$ 200 milhões com a emissão de CRAs distribuída pelo Itaú BBA e pela Guide Investimentos.

A Salto Botelho captou os recursos em duas emissões, ambas securitizadas pela True. Na primeira emissão, de R$ 176 milhões, os papéis saíram em três séries diferentes, com vencimento entre 2027 e 2028 e juros de CDI + 5% a CDI + 6 ao ano.

Para completar os R$ 200 milhões, a usina também levantou R$ 24 milhões em uma emissão com vencimento em 2028 e uma taxa de juros mais gorda (CDI + 8%), um investimento típico de papéis high yield.

Com uma capacidade de moagem de 1,8 milhão de toneladas de cana em Lucélia, no interior de São Paulo, a Salto Botelho pertencia à Amerra — gestora americana especializada em investir em ativos distressed do agro — e teve sua venda à Bahia Etanol aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no último dia 12.

A Amerra controlava a Salto Botelho desde 2022, quando ganhou o leilão da usina de Lucélia, que estava em recuperação judicial.

Nas emissões, o Santos Neto Advogados assessorou a Salto Botelho. Itaú BBA e Guide trabalharam com o Mattos Filho.

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A Bahia Etanol, destilaria que adquiriu recentemente a Salto Botelho, já acessava o mercado de capitais. Um CRA da companhia, por exemplo, faz parte do KNCA11, o Fiagro da Kinea.

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