
Quatro meses depois de fazer a primeira venda de uma usina sucroalcooleira, a Raízen comunicou nesta sexta-feira a venda de outros dois ativos para a Cocal: as usinas Rio Brilhante e Passa Tempo, numa transação de R$ 1,5 bilhão.
De acordo com o comunicado ao mercado divulgado nesta manhã, o montante compreende R$ 1,3 bilhão referente aos ativos e R$ 218 milhões em investimentos em manutenção de entressafra, que serão assumidos pelo comprador. O pagamento será feito à vista no closing da operação.
Com essa operação, a companhia controlada pela Cosan aumentou o total arrecadado com a venda de ativos para R$ 3,5 bilhões. Em julho, a Raízen vendeu usinas de geração distribuída e, antes disso, desativou a usina Santa Elisa, vendendo 3,6 milhões toneladas de cana por R$ 1 bilhão.
Somadas, as usinas têm uma capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra. Na venda, também será feita a cessão da cana e dos contratos com fornecedores vinculados a essas unidades.
Depois da venda, a Raízen passa a operar um portfólio de 25 usinas, com uma capacidade instalada de moagem de 75 milhões de toneladas por safra.
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Em abril, a Bloomberg reportou que a Atvos, produtora brasileira de etanol investida do Mubadala, estaria entre as empresas interessadas para adquirir três usinas da Raízen no Mato Grosso do Sul.
O mandato de venda das usinas da Raízen é do Itaú BBA. A XP assessorou a Cocal.