
Pouco menos de um mês depois de ir à Justiça em busca de proteção contra credores, a Aliança Agrícola reapareceu nas redes sociais nesta quinta-feira (12) afirmando que está recontratando colaboradores, de olho na retomada de suas atividades.
A empresa tem duas fábricas, uma em Bataguassu (MS) e outra em São Joaquim da Barra (SP). No meio de janeiro, quando a crise estourou, circularam comentários a respeito da demissão de mais de 300 pessoas em ambas as plantas.
Agora, segundo o comunicado divulgado no LinkedIN, a empresa abriu 217 posições de trabalho, das quais 139 já foram preenchidas. O saldo remanescente está concentrado principalmente em Bataguassu (MS).
O que falta para as fábricas voltarem a operar, de acordo com a Aliança Agrícola, é resolver “trâmites protocolares” nos estados e nos municípios. A empresa não informou mais detalhes a respeito dos ritos que ainda têm de ser cumpridos para a volta da operação das fábricas.
“A Aliança Agrícola permanece com diretoria, time administrativo e estrutura organizacional plenamente ativas, conduzindo a reestruturação com responsabilidade, diálogo e planejamento”, afirma a companhia, na nota.
A empresa ainda destacou, no texto, o compromisso com a continuidade de suas operações, com a finalidade de reestruturação e regularização dos saldos com os credores.
No pedido enviado à Justiça em 23 de janeiro, a Aliança Agrícola pediu a suspensão do pagamento de R$ 1,1 bilhão em dívidas por 60 dias. O saldo estava concentrado principalmente em instituições financeiras, como o BB, XP e Macquaire Bank.
O pedido, inicialmente enviado ao tribunal paulista, foi encaminhado à Justiça mineira (uma vez que a sede comercial da Aliança Agrícola é Uberaba, município de Minas Gerais).
No dia 4 de fevereiro, a juíza Claudiana Silva de Freitas negou o pedido de tutela cautelar, questionando, ainda, a viabilidade de uma recuperação judicial para a companhia. Daqui para frente, a empresa ainda pode recorrer da decisão.