Rumo , ferrovia

O susto dos investidores com a Raízen no mercado de crédito privado respingou na Rumo. Uma oferta de debêntures incentivadas da empresa de logística, prevista para ser precificada hoje (10), foi adiada. Às 17h30, o banco comunicou que o bookbuilding deve ser feito no dia 20 de março.

As informações sobre o adiamento foram divulgadas nesta manhã em um sucinto comunicado a investidores pelo Itaú BBA, coordenador líder da oferta, lançada no dia 2 de fevereiro — sem informar nova data prevista para o book da oferta.

Vale lembrar que Raízen e Rumo são controladas pelo grupo Cosan (no caso da sucroalcooleira, o controle é dividido com a Shell).

Na oferta, que era da Rumo Malha Central (subsidiária que opera um trecho de 1,5 mil km entre Porto Nacional/TO e Estrela D’Oeste/SP), a empresa pretendia levantar R$ 1,5 bilhão.

Essa não é a primeira vez que a Rumo é afetada por questões que fogem ao seu controle. As ações da empresa sofreram uma forte pressão no segundo semestre do ano passado, quando a situação financeira da Raízen começou a afetar a Cosan.

Na época, os investidores reagiram mal ao anúncio da distribuição de um dividendo extraordinário de R$ 1,5 bilhão da Rumo. A leitura foi a de que os proventos foram aprovados para ajudar a Cosan, já que a empresa de logística passa por um ciclo de investimentos significativo.

Com a entrada do BTG Pactual na holding de Rubens Ometto, a expectativa era de que os papéis ganhassem algum alívio. De fato, o novo sócio não passou despercebido. Desde setembro, quando o banco de André Esteves entrou no negócio, os papéis da empresa de ferrovias subiram cerca de 6% na bolsa.

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Nesta terça-feira, as ações da Rumo operam em alta de 2,7%, cotadas a R$ 15,89. Na bolsa, a empresa vale R$ 29 bilhões.

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Atualizado às 18h20 para incluir a nova data de bookbuilding da oferta.