
O ano de 2026 deve ser mais quente e seco do que o normal, segundo as simulações climáticas. Mesmo com a desconfiguração do fenômeno La Niña entre janeiro e fevereiro, a impressão que temos é que o atual período de muito calor e pouca chuva irá se perpetuar para os próximos meses.
Até choverá de forma mais intensa entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte entre os dias 04 e 07 de janeiro. Mas, depois disso, espera-se de 10 a 15 dias com tempo seco e quente novamente.
Nas áreas agrícolas, a chuva será mais intensa nos próximos dias nas áreas de café do Espírito Santo, da Zona da Mata e do Cerrado de Minas Gerais. Também deve ser intensamente em áreas de grãos em Goiás, Mato Grosso, Bahia, Piauí e sul do Maranhão.
Por outro lado, a região Sul, que vem sofrendo com o excesso de chuva, terá alguns dias de trégua a partir do próximo fim de semana.
O que chama a atenção é justamente como a gangorra da chuva ficará poucos dias sobre o centro e norte do Brasil.
Na segunda semana de janeiro, a precipitação voltará a ficar mais intensa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, enquanto as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste passarão por um novo período com tempo seco e quente.
Posteriormente, deverá voltar a chover intensamente sobre o centro e norte do Brasil por poucos dias no fim de janeiro. E por aí vai em fevereiro, março e abril de 2026.
Isso significa que ao mesmo tempo em que há risco de perda de produtividade de grãos no Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba pela estiagem e calor excessivo, a região Sul terá chuva mais regular durante o verão e outono com melhor perspectiva de produção de soja e milho.
No decorrer do segundo semestre, há uma chance razoável do desenvolvimento de um fenômeno El Niño. Caso seja confirmado, a chuva se tornará intensa e persistente sobre a região Sul, sendo prejudicial para o desenvolvimento das culturas de inverno. Já o Sudeste e o Centro-Oeste terão um inverno mais seco e quente.
Além disso, a regularização da precipitação na primavera de 2026 deverá demorar a acontecer, já que as frentes frias chuvosas permanecerão sobre o Sul por mais tempo que o normal.
Se neste segundo semestre o que mais reclamamos foi do frio persistente, em 2026 reclamaremos do calor extremo e persistente.